Pressão alta e diabetes – relação com a Doença Renal Crônica

Uma dúvida muito frequente nos consultórios é a respeito da pressão alta e da diabetes. Afinal, essas doenças têm relação com a doença renal crônica (DRC)? Como elas influenciam o quadro renal? A equipe da Nefroclínica responde essas e outras dúvidas no texto abaixo, confira! 

Diabetes

A diabetes mellitus consiste em uma doença crônica em que os pacientes apresentam diferentes graus de deficiência na produção ou resistência à insulina. Em outras palavras, o corpo não consegue produzir ou utilizar corretamente a insulina que produz.

A insulina é o hormônio que controla o uso correto da glicose pelo organismo, sendo que a glicose é a substância vinda dos alimentos que gera energia para o funcionamento do corpo. 

O quadro de diabetes se agrava a medida em que o paciente não controla a doença. Além da checagem diária, é preciso fazer o uso correto dos medicamentos e adotar hábitos mais saudáveis, como uma dieta balanceada, prática de exercícios físicos regularmente e cessar o tabagismo, entre outros. 

Estatísticas 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, a chance de a pessoa com a doença vir a desenvolver um problema renal é de cerca de 30%.  
 

Conforme aponta a International Diabetes Federation (IDF), em seu relatório “Atlas do Diabetes 2015”, havia 14,3 milhões de pessoas com diabetes no Brasil em 2015. A previsão para 2040 é que esse número cresça para 23,2 milhões. 

Sintomas 

Quando o pâncreas (órgão responsável pela produção da insulina) não opera bem, os principais sintomas são os que seguem abaixo.  

  • Aumento da presença de glicose no sangue; 
  • Poliúria (aumento do número de micções, acompanhado da sede em excesso); 
  • Aumento do apetite; 
  • Prejuízo da visão; 
  • Impotência sexual; 
  • Feridas nos membros inferiores que demorar para cicatrizar; 
  • Distúrbios cardíacos; 
  • Distúrbios renais. 

Vale também destacar que a diabetes pode se apresentar em diferentes tipos, sendo os listados abaixo. 

  • Diabetes tipo 1: o pâncreas não produz a quantidade suficiente de insulina, é preciso aplicar injeções diárias de tal substância, acomete mais crianças e adolescentes; 
  • Diabetes tipo 2: ocorre quando as células do organismo são resistentes à ação da insulina, acontece mais após os 40 anos; 
  • Diabetes gestacional: acomete gestantes, quando o ganho de peso é excessivo ou existe predisposição genética; 
  • Diabetes associados a outras patologias: pode vir como uma comorbidade da pancreatite alcóolica e do uso de certas medicações. 

Pressão alta 

A hipertensão (mais conhecida como pressão alta) tem uma dupla relação com a doença renal crônica. Afinal, ela é causa e consequência para tal doença. 

O coração é o órgão responsável por bombear o sangue para todo o corpo. Quando há obstrução, ou seja, quando as artérias dificultam a passagem do sangue, a pressão se eleva. Isto é, o coração passa a bombear (bater) com mais intensidade, o que caracteriza a hipertensão. 

Com este quadro de hipertensão, é comum que o sangue circule com mais força e gere pequenos danos nas paredes das artérias e arteríolas, é dessa forma que os vasos sanguíneos dos rins ficam comprometidos e estes órgãos, aos poucos, vão perdendo sua funcionalidade, caracterizando a longo prazo a DRC (doença renal crônica).  

É então que, com o baixo funcionamento dos rins e a função de excreção sendo realizada de modo deficitário, a pressão arterial pode aumentar ainda mais (dupla relação causa – consequência citada anteriormente). 

Sintomas 

A maioria dos pacientes é assintomático, mas quando os sinais surgem, os mais comuns são: 

  • Dores de cabeça; 
  • Tontura; 
  • Dores no peito; 
  • Falta de ar; 
  • Visão borrada; 
  • Zumbido no ouvido. 

Conheça também O impacto da obesidade na saúde dos rins.

Conclusão 

Portanto, pressão alta e diabetes têm sim a ver com a Doença Renal Crônica. Por isso, reforçamos que havendo tais sintomas ou quadros pré-existentes, é preciso consultar o médico nefrologista.  

Com um diagnóstico de DRC, será necessário iniciar o acompanhamento multiprofissional com um médico de confiança e medicação (quando necessária).  

Além disso, se faz necessário iniciar medidas preventivas de saúde, tais como o emagrecimento, atividade física regular, dieta balanceada, não fumar e não consumir álcool excessivamente.  

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